
Para aqueles que ainda estão descobrindo essa prática, pode parecer bem simples: pingar velas no corpo e pronto!
Mas isso é um grande engano, pois wax play não é aquela brincadeira de criança onde você e seus primos pingavam vela nas unhas e tentavam ver quem era mais forte. Wax play é pura conexão, intensidade e mexe com os sentimentos, sensações e medos de uma pessoa de forma profunda e única.
Posso dizer que eu trouxe estes termos para esse mundo: sessão sensorial e sessão artística; e eu vou te contar como foi que percebi essa diferença.
Até então, todas as minhas sessões eram apenas sensoriais, focadas na sensação, no prazer, na dor e no gozo.
A sessão sensorial envolve as regras do BDSM, palavras de segurança e todo aquele aparato para acontecer com segurança. Nesse tipo de sessão, você pode misturar práticas, como eu bem gosto de fazer: unir o wax com bondage, vendas nos olhos, spanking moderado e estimulação com vibradores.
Desse modo, você consegue alcançar o fundo das sensações de quem está com você.
Basicamente, após toda a preparação do ambiente, eu gosto de começar de leve com uma vela de massagem e um toque no corpo para abrir espaço para a intensidade. Após isso, os pingos começam em áreas mais resistentes; meu principal objetivo é descobrir os seus limites e áreas sensíveis, provocando o corpo para que as palavras de segurança sejam ditas.
Com isso em mente, eu consigo adaptar para que você pense na palavra, deseje falar e, antes disso acontecer, eu mudo o local; assim, mantenho a participante próxima do limite. Daí em diante, vou acrescentando novos estímulos e vou amenizando os picos de intensidade reforçando a confiança — apoiando a minha testa na da participante, beijos suaves — sempre que fica muito tenso e percebo o corpo se fechar. Esse gesto sempre traz segurança e uma nova abertura.
Depois de um tempo de estimulação, chegamos então à tão desejada hora do gozo, onde utilizo vibradores ou acessórios que facilitam isso para colocar a “cereja no bolo”.
Percebeu a quantidade de detalhes? A montanha-russa de sensações e o objetivo dela?
Isso é uma sessão sensorial!
Quando falamos de uma sessão artística, o foco são as fotos e imagens; a dor ou outras práticas conectadas nem sempre facilitam esse objetivo.
Então, para esse tipo de momento, uso velas mais suaves, normalmente gosto de usar muito neon e o foco é desenhar no corpo e criar cenas incríveis.
Não é necessária palavra de segurança; podemos conversar tranquilamente durante a sessão, rir, brincar e deixar a hierarquia de lado nessa hora.
É como aqueles vídeos de preparação de fotos ou vídeos de empresas, onde há tanta coisa pendurada, câmeras posicionadas, luzes próximas… puxa o cabelo para o lado e CLICK, captura a imagem. É tão cansativo quanto um ensaio fotográfico, cheio de poses e trocas de looks.
Então, quando você pensar em uma sessão de wax play, pense no que deseja focar: na sensação ou nas fotos, pois isso fará toda a diferença no resultado.
Claro que uma sessão sensorial também cria lindas fotos, que expressam claramente o sadomasoquismo em ação, enquanto a sessão artística expressa a arte com cera derretida.
















